sexta, 09 março 2018 18:54

“Prevenção e tratamento da diabetes exige um esforço concertado de vários saberes”

“A prevenção e tratamento da diabetes exige um esforço concertado de vários saberes. Só com o contributo articulado e concertado de profissionais de diferentes áreas, diretamente e indiretamente ligados à saúde, é que se pode diminuir a incidência da diabetes, evitar as complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas”. As palavras são do Dr. Hélder Ferreira, presidente do 14.º Congresso Português de Diabetes, que conversou com a My Diabetes dias antes do arranque da reunião anual da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

My Diabetes (MD) | Que balanço faz das 13.º edições passadas do Congresso Português de Diabetes?

Dr. Hélder Ferreira (HF) | Ao longo dos anos, a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) tem apresentado um modelo de Congresso transversal a várias áreas de saber, relacionadas com a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da pessoa com diabetes.
Como em anos transatos, também esta Comissão Organizadora se dedicou à elaboração de um programa científico inclusivo, contando com a colaboração dos grupos de estudos na organização dos simpósios, completando-o com convidados de renome mundial para conferências de temas atuais e mantendo espaço para comunicações livres e apresentações de posters.

MD | O que é que esta edição oferece de novo relativamente às anteriores?
HF | Em termos organizativos, este Congresso já granjeou uma reputação nacional e internacional de alta qualidade, representando um ponto alto de encontro entre todos os que se interessam pela diabetes. É um congresso com provas dadas, pelo que poderemos dizer que se pretende inovar na continuidade. Claro que cada simpósio, cada conferência, cada mesa redonda pretende trazer as atualidades e inovações na área da diabetes.

MD | O que foi considerado na elaboração do programa científico?
HF | Apresentar uma variedade de temas abrangentes e multidisciplinares, com palestrantes de elevado nível científico nacional e internacional.
A SPD privilegia os grupos de estudo para o desenvolvimento do conhecimento e atualização nas várias áreas científicas relacionadas com a pessoa com diabetes. Assim, para elaborar o programa científico, a Comissão Organizadora convidou os grupos de estudos da SPD, atualmente 13, e outras sociedades científicas.
Procurou-se também trazer a Portugal, palestrantes internacionais de renome na área da diabetes.

MD | Na sua opinião, qual a importância do intercâmbio de conhecimentos a nível internacional?
HF | É de extrema importância o intercâmbio científico internacional. Se por um lado, hoje em dia, as formas de comunicação permitem troca de informação em tempo real, não deixa de ser relevante ouvir e questionar de viva voz reputadas personalidades científicas internacionais. Sendo um evento de formação médica e de outros profissionais, é também um importante fórum para troca de conhecimentos e experiências aquém e além-fronteiras. Conferencistas de prestígio nacional e internacional enriquecem este Congresso e pontuam com notas de excelência o programa científico, elaborado com a preocupação de ir ao encontro das expectativas de todos os congressistas. A presença de especialistas estrangeiros é também uma mensagem que representa a consideração internacional pelos profissionais portugueses.

MD | No geral, quais as expectativas para este encontro?
HF | Melhorar a capacitação dos participantes, na abordagem dos múltiplos problemas de saúde crónicos de um paciente, como é o caso da pessoa com diabetes. Encarar a complexidade da pessoa com diabetes, que só pode ser tratada numa perspetiva centrada na pessoa e na complexidade da multimorbilidade. É essencial priorizar a continuidade dos cuidados e a melhoria da qualidade de vida e funcionalidade dos pacientes. Aos profissionais dos cuidados de saúde primários, que vigiam e tratam a maioria das pessoas com diabetes, pretende-se que consolidem competências nas diversas áreas, a começar pela prevenção, hábitos e estilos de vida saudáveis, (alimentação, atividade física, consumos, etc.). Está previsto apresentação de casos clínicos, com abordagem multidisciplinar, investigação básica, epidemiológica e clínica. Atualização sobre novas tecnologias, fármacos e formas de encarar a diabetes. Tomar conhecimento sobre o que de melhor se faz em investigação básica. Em suma, que no final do Congresso os congressistas sintam que valeu a pena a participação e que vão alterar algo, na prática profissional relacionada com as pessoas com diabetes.

MD | Por último, que mensagem gostaria de deixar aos participantes?
HF | A prevenção e tratamento da diabetes exige um esforço concertado de vários saberes. É redutor afirmar que é o médico de família, o endocrinologista ou o internista que trata a pessoa com diabetes. Só com o contributo articulado e concertado de profissionais de diferentes áreas, diretamente e indiretamente ligados à saúde, não esquecendo a família e a comunidade é que se pode diminuir a incidência da diabetes, evitar as complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas. O objetivo final comum a todos os grupos profissionais é a saúde e o bem-estar da pessoa com diabetes.

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