quarta, 28 fevereiro 2018 11:42

Cuidadores de pessoas com diabetes querem mais informação sobre a doença

O estudo português DAWN 2 é o primeiro estudo nacional que analisa atitudes, desejos e necessidades na diabetes de pessoas que vivem com esta doença, bem como familiares e cuidadores. Os resultados do estudo, desenvolvido pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), com o apoio da Novo Nordisk, foram apresentados ontem, dia 27 de fevereiro, em Lisboa. Veja a galeria de fotografias do evento.

A investigação envolveu cerca de 540 participantes, entre os quais pessoas com diabetes tipo 1 e 2, familiares e cuidadores.

Apesar de 68% das pessoas com diabetes tipo 1 e cerca de 40% das pessoas com diabetes tipo 2 considerarem que têm uma boa qualidade de vida, referem que a diabetes tem um impacto negativo na sua saúde física e bem-estar emocional. Cerca de 63% das pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 (D1) e 49% das pessoas com diabetes tipo 2 (D2) sentem um impacto negativo na saúde física devido à sua doença. O bem-estar emocional é apontado como a segunda maior causa, com 56% e 42%, respetivamente. Cerca de seis em cada 10 pessoas com diabetes referem estar preocupadas com o seu futuro e com a possibilidade de ocorrerem  complicações sérias.

Relativamente à qualidade de vida das pessoas com diabetes tipo 1, os portugueses apresentam uma percentagem bastante positiva: consideram que têm uma boa ou muito boa qualidade de vida (68%), valores muito próximos de países como a Dinamarca (61%) e melhores do que Espanha (51%). Já no que diz respeito à diabetes tipo 2, os portugueses sentem que têm uma pior qualidade de vida, comparativamente com Espanha e Dinamarca, por exemplo.

No que diz respeito à diabetes e à família, 64% dos familiares estão preocupados com o risco de ocorrência de hipoglicemias (descidas de açúcar no sangue) durante a noite. Mais de metade dos familiares sentem-se preocupados com o futuro e a possibilidade de a pessoa com quem vivem vir a desenvolver complicações graves. Mais de 80% dos familiares e cuidadores gostariam de saber como melhor apoiar as pessoas de quem cuidam, bem como consideram muito importante receber mais informação geral sobre a diabetes.

Para as pessoas com diabetes e seus familiares, também na sociedade há melhorias significativas a implementar, nomeadamente melhorar o diagnóstico e o tratamento precoce (92%), a acessibilidade a locais para comprarem alimentos saudáveis, locais adaptados e seguros para praticarem atividade física, locais de trabalho que facilitem a gestão da diabetes e ainda a aceitação das pessoas com diabetes como membros iguais da sociedade.

A Enf.ª Dulce do Ó, coordenadora do estudo da APDP, avança que “os dados mostram que há ainda muitos aspetos que podem ser melhorados, tanto da parte da experiência das pessoas com diabetes, como dos seus familiares e cuidadores”. Em entrevista ao My Diabetes, a responsável comenta as principais conclusões da investigação. Assista ao vídeo.

 

 

O estudo, que teve os dados recolhidos no primeiro semestre de 2017, integra o mesmo estudo a nível internacional que advém de uma rede de especialistas e organizações de 17 países, como a Federação Internacional de Diabetes (IDF), a Aliança das Organizações Internacionais de Doentes (IAPO) e agora também a APDP, que iniciou em 2011 o projeto DAWN com o objetivo de aumentar o conhecimento e a sensibilização sobre as necessidades por satisfazer das pessoas com diabetes e dos seus familiares, para melhorar o diálogo e a colaboração e potenciar o envolvimento das pessoas, aumentando a autogestão e o apoio psicossocial no tratamento da diabetes. O Dr. José Manuel Boavida comenta, em entrevista ao My Diabetes, a visão da APDP face às conclusões da investigação. Assista ao vídeo.

 

 

Nesta infografia, estão resumidas as principais conclusões do estudo DAWN2 em Portugal.

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