quarta, 27 junho 2018 12:08

Novas recomendações da ADA-EASD apresentadas nas American Diabetes Association's 78th Scientific Sessions

Terminou ontem, dia 26 de junho, as American Diabetes Association’s 78th Scientific Sessions, evento que decorreu na Florida, EUA. Novas recomendações da American Diabetes Association (ADA)/European Association for the Study of Diabetes (EASD) foram apresentadas neste Congresso, trazidas para Portugal em primeira mão pela voz do Prof. Doutor Davide Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM).

As novas recomendações da ADA/EASD visam prevenir as complicações e otimizar a qualidade de vida do doente. Dividem a abordagem da terapêutica da pessoa com diabetes em sete passos: avaliar as características chave do doente; considerar fatores específicos que tenham impacto na escolha do tratamento; partilhar a decisão com o seu doente para criar um plano de tratamento; concordar no plano de tratamento; implementar o plano de tratamento; monitorizar e apoiar continuamente o plano; rever e reajustar o plano de tratamento.

No que se refere às características do doente, as novas recomendações da ADA/EASD indicam que se deve considerar nomeadamente a presença de doença cardiovascular prévia. Se presente, e se a doença aterosclerótica predomina, deve considerar-se um agonista do recetor GLP-1 com eficácia comprovada de benefício cardiovascular (liraglutido > semaglutido > exenatido LAR) ou inibidor do SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado, se a taxa de filtração glomerular o permitir, (empagliflozina > canagliflozina). Se a insuficiência cardíaca predominar, usar iSGLT2 com evidência da insuficiência cardíaca em ensaios clínicos de eventos cardiovasculares, se a taxa de filtração glomerular o permitir, ou ARGLP-1 com benefício cardiovascular. Se for necessário minimizar o risco de hipoglicemia, deve considerar-se ARGLP-1, glitazonas ou IDPP4. Se for necessário abordar o excesso de peso ou as comorbilidades do excesso de peso, as opções recomendadas são os i SGLT2 e ARGLP1. Se a preocupação principal for económica, considerar as sulfonilureias ou glitazonas.

Um web cast da apresentação estará disponível brevemente nesta ligação.  

Novos dados de grandes ensaios

Foram ainda apresentados no congresso novos dados do estudo CANVAS, que avaliou a canagliflozina no tratamento de doentes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) em relação ao risco cardiovascular (CV) para eventos cardíacos adversos maiores. Os novos dados comprovam o benefício renal da canagliflozina.

Novos dados a 15 anos do Veteran's Affairs Diabetes Trial (VADT) foram também apresentados, que demonstram que a memória metabólica se perde ao fim de alguns anos.  

No campo do pé diabético, foi reconhecido o papel do trabalho de Edgar Peters na infeção do pé diabético, que lhe mereceu o prémio “Roger Pecoraro – The ghosts of diabetic foot infection”.

Participação portuguesa

Dois posters foram apresentados pelo Dr. Celestino Neves, do Centro Hospitalar S. João, e pelo Dr. Francisco Rosário, da Associação Protectora de Diabéticos de Portugal (APDP), que foram alvo de discussão animada.

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