quarta, 14 março 2018 11:13

Grupo de Estudos da Neuropatia Diabética apresenta primeiro estudo de prevalência da doença em Portugal

O Grupo de Estudos da Neuropatia Diabética (GRENEDI) da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) apresentou no 14.º Congresso Português de Diabetes os dados preliminares do estudo PREVANEDIA, lançado em 2015 com o objetivo de conhecer a prevalência da neuropatia diabética em Portugal.

A investigação foi idealizada e desenhada pelo Prof. Doutor José Luiz Medina, pelo Rui Dr. Cernadas, vice-presidente da ARS Norte, pelo Prof. Doutor Henrique Barros, presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, e pelo Prof. Dr. José Pereira Monteiro, especialista em Neurologia e regente de Neurologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

O trabalho “Neuropatia diabética: a complicação esquecida”, apresentado no Simpósio do GRENEDI no Congresso, contou com o apoio de 61 médicos de Medicina Geral e Familiar que, de norte a sul do país e nas ilhas, recolheram dados de 926 doentes.

Segundo a Dr.ª Ana Luísa Costa, presidente do GRENEDI, “é essencial ter uma maior noção da prevalência de um dos problemas que mais afeta as pessoas com diabetes. Apesar de subdiagnosticada, a neuropatia diabética é uma das complicações mais frequentes da diabetes, podendo ser dolorosa e predominantemente sensitiva. A neuropatia diabética evolui de forma traiçoeira, durante algum tempo sem sintomas ou sinais, podendo tornar-se causa de grande sofrimento para as pessoas com diabetes, sobretudo pelas dores que pode provocar, pela incapacidade física e pelas repercussões no sistema nervoso autónomo”.

85% das amputações ocorridas em diabéticos estão relacionadas com neuropatia sensitivo-motora

O diagnóstico da neuropatia diabética passa pela caracterização de um quadro clínico com os sinais e sintomas mais típicos e pela realização de testes neurológicos. Trata-se de um doença que se manifesta através de sintomas como dormência ou sensação de queimadura nos membros inferiores, formigueiro, picadas, choques, agulhadas nas pernas e pés, desconforto ou dor e perda da sensibilidade táctil, entre outras.

Como explica o endocrinologista Prof. Doutor José Luiz Medina, “a neuropatia diabética é uma complicação que evolui de forma traiçoeira, durante algum tempo sem sintomas ou sinais, mas que pode ser causa de grande sofrimento para as pessoas com diabetes, sobretudo pelas dores que pode provocar, pela incapacidade física e pelas repercussões sobre o sistema nervoso autónomo. No caso da neuropatia sensitivo-motora, chega mesmo a ser o principal fator de risco para o desenvolvimento de úlceras no pé diabético, que por sua vez são responsáveis por cerca de 85% das amputações ocorridas em doentes diabéticos, pelo que o investimento na prevenção é fundamental”.

Para a Dr.ª Ana Luísa Costa, “é fundamental debater as complicações associadas à diabetes de modo a apoiar e promover o intercâmbio de conhecimento médico e científico em áreas como a neuropatia diabética e retinopatia, com destaque para as atuais dificuldades sentidas no seu diagnóstico e tratamento, proporcionando assim um debate sobre as futuras perspetivas necessárias para melhorar o estado atual desta situação”.

PUB

Planning

Endo Planning

Newsletter

Receba a nossa newsletter.

APOIOS:
.......................

merckA Menarini Diagnostics CERT