Opinião

“À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta." A propósito do despacho regulamentar que regula os produtos a ser vendidos nos bares e bufetes do SNS.

Quando iniciei o internato de Endocrinologia em 1990, a diabetes tipo 1 era, para mim, a doença dos “meninos dos olhos tristes” descritos em lamúrias de “coitadinhos, picam-se tantas vezes...” Até que um dia perguntei ao Nuno, “o que é que é mais difícil na diabetes?” e ouvi a verdade: “não posso comer doces, não posso fazer os desportos que me apetece, não posso sair à noite porque os meus pais têm medo que eu tenha uma hipoglicemia, não posso, não posso, não posso...”. Só aí compreendi a minha ineficácia, eu estava a tratar a diabetes só com insulina, mas esta só consegue devolver a vida, eu tinha de devolver a alma.

A Escola é o local onde as crianças e jovens passam a maior parte do seu tempo, sendo também nesse espaço que a gestão da diabetes é sentida como uma dificuldade, tanto por parte de crianças e jovens com diabetes tipo 1 como pelos respetivos pais ou cuidadores.

Uma das nossas principais preocupações são as complicações no pé e não podemos ficar indiferentes ao tempo de ocupação, prolongado, nas camas hospitalares pelos diabéticos. Essas complicações são responsáveis por 40 a 60% de todas as amputações efetuadas por causas não traumáticas.

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