quarta, 10 janeiro 2018 11:49

OMS felicita Portugal pela Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável

A Organização Mundial da Saúde (OMS) felicita o Ministério da Saúde pela adoção da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), publicada em Diário da República a 29 de dezembro de 2017. 

Em carta dirigida ao ministro da Saúde, Prof, Doutor Adalberto Campo Fernandes, a diretora Regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, refere estar ciente de que “a sua Estratégia foi baseada em documentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) adotada pelos Estados-Membros na Assembleia Mundial da Saúde e no Comité Regional para a Europa, em particular o Plano de Ação Alimentar e Nutricional da Europa 2015-2020 e o Plano de Ação Global para Prevenção e controle de doenças não-transmissíveis 2013-2020”.

No documento, datado da passada sexta-feira, dia 5 de janeiro, a diretora regional da OMS para a Europa refere que dietas pouco saudáveis ​​são responsáveis ​​por uma parcela significativa de óbitos e de doenças, afetando, também, negativamente a qualidade de vida nos últimos dez anos de vida, acrescentando que os ambientes nos quais aprendemos, trabalhamos e jogamos demonstraram ter impacto significativo nas escolhas alimentares das pessoas e na qualidade nutricional geral das dietas.

Recorde-se que a Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), que visa incentivar o consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado nutricional dos cidadãos, com impacto direto na prevenção e controlo das doenças crónicas, foi aprovada pelo Despacho n.º 11418/2017, publicado em Diário da República no dia 29 de dezembro.

Esta estratégia, que surge no seguimento de uma proposta de um Grupo de Trabalho interministerial criado pelo Conselho de Ministros, organiza-se em quatro eixos de intervenção, com propostas de diferentes iniciativas/medidas para cada eixo:

- Eixo 1: Modificar o meio ambiente onde as pessoas escolhem e compram alimentos através da modificação da disponibilidade de alimentos em certos espaços físicos e promoção da reformulação de determinadas categorias de alimentos;

- Eixo 2: Melhorar a qualidade e acessibilidade da informação disponível ao consumidor, de modo a informar e capacitar os cidadãos para escolhas alimentares saudáveis;

- Eixo 3: Promover e desenvolver a literacia e autonomia para o exercício de escolhas saudáveis pelo consumidor;

- Eixo 4: Promover a inovação e o empreendedorismo direcionado à área da promoção da alimentação saudável.

Algumas das medidas propostas no mesmo são a monitorização do teor de sal, açúcar e ácidos gordos trans em alguns alimentos (tendo como objetivo a redução de consumo até 2020), a existência de dispensadores de água gratuitos ou a distribuição de água nos serviços e organismos do Estado e o alargamento das orientações já existentes para a oferta alimentar em meio escolar a todos os níveis de ensino, nomeadamente ao ensino superior.

Com o mesmo diploma, pretende-se, ainda, incentivar as compras públicas de produtos alimentares a utilizar cadeias curtas, modos de produção integrada ou biológica e incentivar o consumo de alimentos relacionados com a prevenção de doença crónica, nomeadamente fruta e produtos hortícolas frescos.

 

Fonte: SNS 

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