quinta, 14 junho 2018 10:33

Presidente da APDP defende extinção das ARS e fusão da Saúde e dos assuntos sociais

A extinção das atuais Administrações Regionais de Saúde (ARS) e a fusão, num só ministério, da Saúde e dos assuntos sociais foram propostas apresentadas na passa quinta-feira para o futuro do sector pelo presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), Dr. José Manuel Boavida. O especialista considera que a saúde no século XXI não pode ser vista isoladamente, mas tem de ser encarada "no enquadramento do mundo real" e atendendo às necessidades sociais.

"Há que compreender a ligação intrínseca da saúde às medidas sociais (...). Sou pela fusão do ministério da Saúde com o dos assuntos sociais", afirmou o presidente da APDP durante a sua intervenção na Convenção Nacional da Saúde, que decorreu entre 7 e 8 de junho em Lisboa.

O médico vincou que a Escócia iniciou esta experiência de um ministério da Saúde e dos assuntos sociais há cerca de dois anos e que isso tem permitido, além de uma grande poupança, um tratamento de maior proximidade.

"Ninguém sai do hospital sem ter o retorno do que lhe vai acontecer na sociedade", exemplificou.

O Dr. José Manuel Boavida advoga a necessidade de criar unidades hospitalares de média dimensão, que sejam próximas das comunidades, o que poderia, por exemplo, diminuir o número de reinternamentos.

Para o presidente da APDP é ainda "precisa coragem para acabar com as administrações regionais de Saúde (ARS)".

Em declarações à Lusa à margem da convenção, o especialista considerou que as ARS têm sido um impedimento à autonomia da decisão dos organismos e unidades públicas que estão mais próximas das pessoas.

Defendendo uma proximidade dos serviços à população, o Dr. José Boavida criticou a ausências de representante das autarquias na Convenção Nacional de Saúde, dizendo que não percebe como não foram chamadas a intervir, convite que devia ter sido estendido à Segurança Social.

O especialista considerou também "absolutamente impensável" que não haja já um médico de família para cada português, entendendo que isto está a base de tudo o resto: "a seguir, tudo desliza para desperdício".

O presidente da APDP lamentou ainda que o país tenha "portugueses de primeira e portugueses de segunda", referindo-se à falta de generalização das unidades de saúde familiares (USF) por todo o país.

Fonte: Público

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