sexta, 22 junho 2018 10:31

APDP participa em reunião mundial para prevenção e controlo de doenças não transmissíveis

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) viu a sua candidatura aceite como membro consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU). A APDP torna-se, agora, a única organização portuguesa a participar, no próximo dia 5 de julho, na 3.ª reunião de alto nível das Nações Unidas relativamente à prevenção e ao controlo de doenças não transmissíveis, com lugar em Nova Iorque.

Desta forma, no próximo dia 5 de julho decorre uma reunião preparatória ao encontro de setembro, na qual marca presença o diretor clínico da APDP, Prof. Doutor João Filipe Raposo. O especialista defende que “a importância de os países partilharem conhecimento e experiências nacionais sobre o que resulta e o que não resulta na luta contra as doenças não transmissíveis, das quais a diabetes é uma das mais complexas”.

Em comunicado, o Prof. Doutor João Filipe Raposo alerta ainda para o aumento do número de pessoas no mundo a sofrer e morrer de doenças não transmissíveis. “O preço da inação é inaceitável pois o impacto negativo deste tipo de doenças é imenso, prejudicando anos de vida saudável, famílias, comunidades e a própria economia global”, sublinha.

Consideradas como uma epidemia, as doenças crónicas não transmissíveis – doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças pulmonares - constituem um problema de Saúde Pública, comprometendo o desenvolvimento económico e social em todo o mundo, defende a APDP.

Neste sentido, e para responder aos principais desafios do milénio no domínio da saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um plano de ação global para a prevenção e controlo das doenças não transmissíveis para o período de 2013-2020, que compromete os chefes de estado e de governo no desenvolvimento de programas nacionais ambiciosos.

No seguimento da definição das metas, a Assembleia Geral da ONU, voltará a reunir-se, pela terceira vez para falar sobre este tema, a 27 de setembro, de modo a acompanhar os progressos globais e nacionais, bem como definir os caminhos ainda a percorrer.

O plano de ação global prevê o cumprimento de nove metas até o ano de 2020 tais como – reduzir em 25% a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis através da prevenção e do tratamento, reforçar a prevenção e o tratamento do consumo nocivo de álcool, reduzir em 10% o sedentarismo, promovendo a prática de atividade física e a diminuição em 30% o consumo de sal.

Para além disso, o documento pretende promover a redução em 30% do consumo de tabaco na população com mais de 15 anos, baixar em 25% a prevalência de pressão arterial elevada, travar o aumento dos casos de diabetes e obesidade. Assegurar em 50% o acesso universal a medicamentos e o acompanhamento médico para prevenir acidentes cardiovasculares e garantir em 80% as tecnologias básicas e os medicamentos essenciais a preços acessíveis, necessários para tratar as principais doenças não transmissíveis nos sistemas de saúde públicos e privados são outros objetivos.

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