quarta, 14 novembro 2018 11:21

Inovação digital no controlo da diabetes e prevenção das complicações associadas

A autovigilância através de medidores de glicose no sangue é uma componente chave dos programas de controlo e gestão da diabetes. A opinião é da LifeScan, que refere que estudos recentes demonstram que a introdução de um código de cores associado à medição da glicemia está a tornar-se fundamental para que utentes e profissionais de saúde alcancem um melhor controlo da doença, sem incremento de custos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e ainda com benefícios clínicos e económicos comprovados.

A necessidade de contenção de custos no SNS é real e alguns estudos já comprovam que é possível reduzi-los através de soluções que reforçam o controlo glicémico de uma forma muito inovadora.
Esta foi uma das principais conclusões alcançadas durante o “Fórum de Debate sobre a Inovação e Impacto da Tecnologia na Diabetes”, realizado recentemente no Centro de Ciência Viva do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Em todo o mundo existem mais de 425 milhões de pessoas com diabetes, valor que tem vindo a crescer consideravelmente podendo, nos próximos 30 a 40 anos, este número ascender a mais de mil milhões de diabéticos.

Só em Portugal, 40,7% da população (20-79 anos) tem diabetes ou hiperglicemia intermédia, o que corresponde a 3,1 milhões de portugueses. Perante estes números, a empresa considera importante assumir que a situação é grave e que a evolução tecnológica e digital, dada a sua expansão mundial, pode e deve assumir um papel determinante no controlo e monitorização da diabetes e, em simultâneo, na melhoria do custo-efetividade do seu tratamento.

 

Fórum de Debate sobre a Inovação e Impacto da Tecnologia na Diabetes

O evento contou com a presença dos mais reputados especialistas, nacionais e internacionais, na área da diabetes, nomeadamente, o Dr. José Boavida, o Dr. João Rodrigues e a Prof.ª Doutora Simona Braghi. A temática abordada debruçou-se, essencialmente, sobre quatro questões-chave: inovação vs. Eficácia, o autocontrolo com medidores de glicemia associado a um código de cores, o custo-efetividade face à inovação e a importância da autovigilância da glicose no sangue (AVG).

A diabetes é uma das doenças com maior prevalência em todo o mundo, necessitando as pessoas com diabetes de um acompanhamento próximo, mas também de autonomia para poderem tomar decisões no seu dia-a-dia. Face ao investimento efetuado noutras doenças, também graves, mas que atingem uma percentagem muito menor de portugueses, a aposta na inovação na diabetes é pequena. Segundo o Dr. José Boavida, presidente da Associação Protectora de Diabéticos de Portugal, “é necessário inverter e colocar na diabetes a atenção que ela merece, perceber o desafio que a inovação e o impacto da tecnologia nos colocam hoje e como é que vão ajudar as pessoas com diabetes”. “Não entendemos como é que a diabetes não está todos os dias nos jornais”, referiu ainda o presidente da APDP.

A AVG com medidores com tecnologia de cores tem crescido e estudos publicados, nos últimos anos, indicam que a sua utilização confere aos pacientes maiores índices de autoconfiança para tomar decisões, permitindo-lhes interpretar mais facilmente os seus resultados.

Acresce que o desenvolvimento tecnológico digital permitiu a criação de uma app móvel que trouxe grandes benefícios para a pessoa com diabetes. Agora, toda a sua informação clinica é enviada para a cloud, onde fica armazenada, organizada e com fácil acesso, tanto para a pessoa com diabetes como para a sua equipa de saúde. Esta poderá, assim, “fazer um tratamento prévio dos dados antes da consulta, podendo a consulta ser mais curta e bem justificada, permitindo também o atendimento de mais pacientes”, como explica o Dr. Pedro Melo.
De entre as várias conclusões deste Fórum, destaca-se a necessidade de um maior investimento numa área que afeta uma grande parte da população, estando o futuro da diabetes dependente do acesso à tecnologia tornar-se, ou não, universal.

No que se refere à distribuição dos recursos económicos foi unânime a conclusão de que é muito razoável que se invista prioritariamente na capacitação dos pacientes, fornecendo-lhes maior conhecimento, adesão ao plano terapêutico e motivando-os a tomar decisões que conduzam a um maior controlo da sua situação. Está demonstrado que esse facto permite reduzir as complicações associadas que só por si representam uma grande “fatia” dos custos com a diabetes (37%).

Assim, os especialistas consideram importante a aposta no investimento em tecnologias e estratégias que melhorem efetivamente os resultados desta patologia com segurança, eficácia e ganhos em termos de custo-efetividade. Um exemplo são os medidores com tecnologia associada a um código de cores, que não significam um aumento de custos para o SNS e que têm demonstrado uma melhoria dos resultados em saúde, a diminuição de complicações e o aporte de poupanças significativas.

De acordo com a LifeScan, o futuro da diabetes passa, assim, por tornar esta inovação tecnológica acessível a todos, facilitando todo o processo de monitorização, acompanhamento da relação entre utente e equipa de saúde, contribuindo para uma melhoria dos resultados clínicos e para a redução de custos associados ao tratamento da doença.

 

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